Dia 5: Akihabara, Museu Nacional de Tóquio, exposição Borderless e um jantar espetacular
- Ana

- 24 de abr. de 2025
- 4 min de leitura
Ontem foi um dia intenso. Quando finalmente chegámos ao hotel não consegui escrever blog nenhum. Estávamos exaustos!
Comecámos o dia em Akihabara, ou a Eletric City (eletric porque era onde antigamente se compravam eletrodomésticos). É o bairro de Tóquio que é considerado o centro da cultura otaku, ou seja a cultura do anime, manga e dos jogos videos. Ou seja, o bairro do Afonso e do Alexandre...

Tivémos uma visita guiada por ali, especialmente a uma loja/arcade/nem sei o que chamar a isto... Há dezenas, centenas de lojas destas, porta sim, porta sim, entre loja de eletrónica e Maid Cafés (não fomos, mas aparentemente são cafés com empregadas vestidas de "maids" - um bocado exageradas, claro).
Mas voltemos à arcade: Nos primeiros andares há dezenas daquelas máquinas com um gancho que apanham bonecos. Dezenas. É uma obsesssão dos japoneses - e não só.
Nos andares seguintes são jogos eletrónicos. Havia lá jogadores a filmar os seus próprios jogos com suportes. Imagino que a fazer streaming.
Outros andares com aquelas máguinas das bolas com bonecos lá dentros. Centenas de máquinas dessas cada uma com bonecos diferentes. Põe-se 300 yen e sai uma bola com um mini pokémon ou uma Hello Kitty ou milhares de outros bonecos. Também uma obsessão local.
Outro andar com jogos de cartas. Uma loucura!

O Afonso e o Alex ficaram por ali TODO o dia e nós fomos à nossa vida. Chegaram com sacos e sacos de coisas que ganharam e compraram. Ao almoço eles os dois foram ao restaurante do Pokémon....

Ainda bem que há gostos para tudo!
Nós fomos ao Museu Nacional de Tóquio. Estava a chover imenso e precisávamos de fazer qualquer coisa dentro de casa.
No caminho fomos almoçar. Mas antes fomos à Uniqlo comprar um casaco para a Madalena que andava sem casaco para a chuva.

São tão atenciosos e detalhistas, os japoneses. Na caixa, se está a chover, cobrem o saco das compras com um pástico.

Voltemos ao almoço. No próprio edifício da Uniqlo, havia um piso de restaurantes. Aliás há restaurantes por todo o lado. Há que alimentar as 48 milhões de pessoas mais os turistas.
Comemos uns bifinhos picantes maravilhosos. A acompanhar, além do arroz, havia uma taça de ovo - para misturar no arroz, um pratinho com uns pikles (há quase sempre) e uma espécie de sopa, que é essencialmente água quente, neste caso com cebolinho. Quase sempre há uma água quente a acompanhar a refeição.

Voltemos aos detalhes. Todos os restaurantes têm um cesto ou caixa para nós colocarmos a nossa mala e os sacos de compras. E todos têm uns paninhos para tapar as nossas coisas.

Depois de almoço fomos então para o Museu Nacional de Tóquio, que cobre arte, artefatos do Japão e de outras partes da Ásia, além de informações sobre a história e a cultura japonesas.
O museu tinha dezenas de sofás muitíssimo confortáveis, onde (não digo quem...) dormiu uma bela sesta.

A certa altura - estivémos pelo menos 1 hora a descansar nestes sofás - o Manuel foi comprar café. Mas aparentemente, não se podia beber nos sofás. O segurança lá conseguiu transmitir isso ao Manuel e ele veio chamar-me. Não é que o segurança pediu os cafés que ele tinha na mão e ficou a segurá-los? Não era lá muito perto. E depois entregou-nos os cafés entre vénias e Arigato (obrigada) nossos. Os japoneses são incrivelmente atenciosos. Nem consigo explicar, só vendo. Em todo o lado, em todas as lojas, restaurantes, seguranças, polícias. Toda a gente é super simpática, cerimoniosa e atenciosa. Estamos sempre a dizer Arigato e a fazer vénias em resposta às vénias deles e frases que não percebemos em japonês. A maioria das pessoas não fala inglês, mas isso não os impede de falar connosco. Se precisam mesmo de se fazer entender, falam para o telemóvel e o telemóvel traduz para nós perecebermos. E vice-versa.

Depois do museu fomos para outro museu, onde nos voltámos a encontrar com o Alex e Afonso. Que espetáculo! Sabiamos que era muito giro, mas nunca pensámos que era assim. Vale mesmo a pena. Quem estiver a pensar ir ao Japão, marque isto, tem que se marcar semanas antes da viagem. Cham-se Team Labs Borderless (também há um Planets). É uma exposição com obras de arte digital baseadas no conceito de “Escultura Cognitiva”. Nem dá bem para explicar o que isto é, mas é uma mistura de cor, luz, escultura e música . Só vendo.
Aqui vão alguns videos e fotos.
E finalmente, depois de um dia em cheio e já cheios de fome, o Alexandre, Madalena e o Manuel convidaram-nos para um jantar absolutamente espetacular. Tinham pesquisado e marcado ainda em Londres e era um menu degustação num restaurante de carne teppanyaki.
Também não dá muito bem para explicar. Mas aqui ficam algumas fotos do jantar delicioso. Que incluía carnes Wagyu grelhadas ali à nossa frente. Aliás era tudo feito ali à nossa frente. Tudo absolutamente delicioso.

E fotos dos vários pratos:
Obrigada meninos, foi de facto um jantar espetacular!
Não sei como chegámos ao hotel. Estávamos todos tão cansados e cheios!













































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