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Dia 7: Monte Fuji

  • Foto do escritor: Ana
    Ana
  • 27 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 28 de abr. de 2025

Depois de um dia mais calmo de banhos em Hakone, seguimos caminho. Depois do pequeno almoço japonês, fizemos check-out e fomos deixar as nossas mochilas na estação de comboios (as malas já tinham sido despachadas do hotel em Tóquio para o hotel em Quioto). Antes de seguirmos caminho, tomámos outro pequeno-almoço mais ocidental e, especialmente, café e bolinhos típicos de Hakone, que uma máquina estava a fazer quando passámos na loja. Eram bem bons, tipo pão de ló com recheio de doce de feijão branco.



Depois apanhámos vários comboios e funiculares para o cimo das montanhas, até Gora e depois até ao vulcão Owakudani.



Aqui observa-se atividade vulcânica natural mas, mais do que tudo, se se tiver sorte, vê-se o Monte Fuji. Mas só em dias de sol, o que foi o caso. Que sorte!

Monte Fuji
Monte Fuji

Em Owakudani também se vendem especialidades locais como ovos pretos que, dizem, prolongam a vida 7 anos. Sabiam a ovos cozidos normais, mas todos queremos viver mais 7 anos! Também provámos gelado de baunilha com doce de feijão preto, e também caril preto, que é uma espécie de bolo de arroz com um recheio de feijão e carne com especiarias. Era bem bom! Como devem ter percebido, esta família prova absolutamente tudo. Não há nada para comer que nos escape.




Depois de várias fotos do Monte Fuji e de nós à frente do Monte Fuji - tiradas por uma turista asiática, obviamente. A pedido, tiram-nos imensas fotos, em várias posições e só dão a tarefa por terminada quando as fotos ficam boas. Aguardam para vermos e dizermos OK. Se, por acaso, é o marido ou namorado que pega no nosso telemóvel, elas estão ao lado a dar instruções específicas. Nada de brincadeiras com as fotos em pose! A Madalena e o Afonso não são asiáticos mas têm-se inspirado na determinação das fotógrafas asiáticas e perguntam a toda a gente se querem que tirem fotos dos casais ou grupos.


Não esquecer que estávamos num vulcão. Há uns dias era um aviso por causa dos tsunamis, agora são erupções vulcânicas. E também os sismos. Viver no Japão é perigoso!


O casal mais querido em frente ao Monte Fuji.


Depois, apanhámos o funicular para a base da montanha na margem do Lago Ashinoko e um barco para o outro lado do lago.


O barco era o máximo, parecia um barco pirata. Se há alguma coisa com que os japoneses não se importam nada é com coisas que no Ocidente poderíam parecer ridículas. Há bonecos fofinhos por todo o lado, metropolitanos decorados com desenhos animados, barcos pirata e bonecos de banda desenhada japonesa a decorar paredes e estações de comboio



Do barco tirámos fotos fantásticas do Monte Fuji e do Santuário de Hakone. Quando eu digo tirámos, quero dizer eu própria, pois eu tiro 99% das fotos. Até já deixei cair o telemóvel e parti o écran. Felizmente tinha vido protetor. Mas às vezes também apareço.



Quando chegámos à margem do lago, passeámos até ao Santuário de Hakone que tem uma porta (a escultura vermelha grande) à beira do lago que tem como objetivo indicar o local do santuário.

Porta para o santuário de Hakone
Porta para o santuário de Hakone

Do porto a que atracou o barco pirata até ao santuário eram 15 minutos a pé.

A caminho do Santuário de Hakone
A caminho do Santuário de Hakone

Entrada do Santuário de Hakone
Entrada do Santuário de Hakone

Estamos sempre a subir (imensas) escadas.


Santuário de Hakone
Santuário de Hakone






Depois da visita a (mais) um santuário, apanhámos (mais) um autocarro de volta para a estação de Hakone para irmos buscar as nossas mochilas. Depois de uma curta viagem de comboio local até Okawara, apanhámos de novo o Shinkansen para Quioto. Aí sim, foi um descanso. Estavamos estafados, a viagem demorou 2 horas (são cerca de 400km) mas foi num instante. Deu para uma sesta, tinhamos internet e serviço de bar.

O Shinkansen é espetacular. Anda a quase 300 km/hora e é super confortável. Os comboios são enormes: vejam bem no video o tamanho.


Shinkansen
Shinkansen

Aliás, temos sempre internet nos telemóveis. Comprámos uns cartões SIM digitais, que custaram 20 euros e dão internet ilimitada durante 2 semanas. Funciona lindamente.

O hotel em Quioto é muito mais central, mas é uma cadeia americana (Hilton) - à pala de pontos do American Express do Alex e de tarifas para empregados do banco onde ele trabalha - o que significa pequeno-almoço fantástico (com torradas, café e tudo o mais), mas, por outro lado, um hotel 100% cheio de turistas ocidentais, especialmente americanos. Foi pena não termos continuado a ficar em cadeias japonesas pois, fora o pequeno almoço, é muito mais interessante estar rodeado de turistas japoneses do que de ocidentais. Alguns turistas são arrogantes e desagradáveis, especialmente para os japoneses, que, sinceramente, são o povo mais organizado, simpático, respeitador e acolhedor que encontrámos até hoje nas nossas viagens. Mas o hotel é impecável, super luxuoso e as camas (ao contrário das japonesas, que são duras) são super confortáveis.

Finalmente, tenho que falar sobre as sanitas japonesas. Também quero uma em Portugal. Quem não quer sanitas que abrem a tampa automaticamente, lavam-nos - à frente e atrás - com várias intensidades e localização, secam, descarregam automaticamente e, algumas, têm o tampo aquecido? Todos adoramos as sanitas!

Quase me esquecia, claro que as nossas malas estavam à nossa espera em Quioto. Todas atadinhas umas ás outras com um cordão vermelho. São uns detalhistas, estes japoneses!


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