Kyoto 1 🏯
- Ana

- 29 de abr. de 2025
- 4 min de leitura
Chegámos a Quioto na 6ª feira e ficámos apenas 3 noites. Foi pouco, 4 dias teria sido o ideal, mas a Madalena vai-se embora mais cedo, pois tem a despedida de solteira da melhor amiga Mariana e ela também também queria conhecer Osaka.
Quioto tem uma energia completamente diferente de Tóquio, são cidades completamente diferentes, a arquitetura é diferente, os transportes são diferentes, as pessoas parecem diferentes e, também, há muito mais turistas. Imagino em que em Tóquio também havia muitos turistas mas como é uma cidade muito maior não se notava tanto.
Começámos o dia bem cedo (bem cedo para nós portugueses) o que significa pequeno almoço às 8:30 e sair às 10:00. Os guias da cidade diziam para ir visitar os locais mais interessantes - e com mais turistas - antes das 7h da manhã mas isso para nós é uma impossibilidade!
Começámos por perceber que não houve Jogos Olímpicos em Quioto. Ou seja, a sinalética para os turistas é muito mais complicada (nos anos antes dos JO 2020, o Japão melhorou muito a acessibilidade de Tóquio para os estrangeiros). Se há alguma coisa que esta família sabe fazer, é orientar-se em todo o lado. Todos sabem o caminho, todos têm Google Maps ou o Citymapper no telemóvel e eu, que já organizo tudo o resto, e, neste caso, o Afonso e a Madalena, vamos atrás dos outros três. Mas mesmo eles, no início, não se conseguiam orientar. Durante os dias em Quioto perdemos-nos várias vezes, fomos para a linha errada, entramos num comboio em sentido oposto e, claro, chegámos aos sítios que íamos visitar na pior altura, quando os turistas eram mais que muitos.

Começámos por ir a a caminho do distrito de Gion, que é o zona de entretenimento da cidade, ou seja o distrito das Geixas. Gion está cheio de pequenas moradias, casas de chá e restaurantes que servem cozinha tradicional de Kyoto, assim como templos e santuários.
Nas ruas principais há imensos turistas, mas saindo dessas zonas para as ruas secundárias onde, atenção, é completamente proíbido fotografar ou filmar, consegue-se ver bem as casa comunais onde as gueixas vivem e são instruídas, desde muito jovens, na arte do entretenimento (música, canto, dança, poesia, etc). Se se tiver sorte, consegue-se ver uma Gueixa, mas nós não vimos nenhuma.

Em Quioto veem-se imensas pessoas vestidas com trajes tradicionais japoneses. Especialmente mulheres, muito bem arranjadas e penteadas, vestidas com kimonos coloridos e calçadas com os típicos chinelos de enfiar o dedo e meias.

Também há muitos turistas ocidentais, tanto homens como mulheres vestidos da mesma forma, há lojas de aluguer de kimonos por todo o lado. Não é desrespeitoso os ocidentais usarem kimonos, desde que o façam com respeito. Mas digamos que é um pouco estranho, uma vez que não deve ser nada confortável para um ocidental andar pela cidade vestido assim e, especialmente, os chinelos com as meias não parecem nada confortáveis.

Em Gion, visitámos o primeiro templo de Quioto, o Templo Zen Kennin-ji. Este foi o meu preferido de toda a viagem até agora. Tinhamos que descalçar os sapatos à entrada.

O Templo Kennin-ji é um dos templos mais antigos e importantes de Quioto, tendo sido fundado pelo monge Eisai, que foi também o introdutor da escola Zen Rinzai no Japão.

A arquitetura é tradicional e minimalista e reflete a simplicidade e a serenidade associadas ao Zen.
Os jardins são lindos.

Tenho que mostrar isto: a casa de banho pública no Templo Kennin-ji. Como andávamos delcalços, havia chinelos à porta da casa de banho. Reparem bem no asseio da casa de banho pública. Não são todas exatamente assim, mas pode-se ir a qualquer casa de banho nas estações, templos e zonas públicas, que são todas impecáveis.

A seguir visitámos duas das ruas mais populares de Quioto, as ruas Sannenzaka e Ninenzaka, que vão dar ao templo Kyomizu-dera. É tudo muito bonito por aqui, mas há milhares de turistas. De facto, deviamos ter ido antes das 7 da manhã...

Muita gente, mas muito bonito.
Mas se sair um pouco das ruas principais, vê-se sítios lindos. Bem, estas ruas também são lindas, mas, de facto, usufruía-se melhor sem tantos turistas (como nós!).
E fomos subindo até chegarmos a um dos principais templos de Quioto: o Templo Kyomizu-Dera, que tem 1250 anos e está no topo da colina Higashiyama e tem vistas fantásticas sobre Quioto.

Os templos não são apenas um edífício, são vários, com significados e funções diferentes.

Não são só turistas ocidentais que se vestem a rigor. Há imensas jovens japonesas que também se vestem tradicionalmente para fazer turismo. Aliás, há também imensos turistas japoneses que devem vir de outras partes do Japão.

Depois do Templo, fomos a caminho do Museu dos Samurai e Ninjas. Só foram o Xanito, o Alexandre e o Afonso, nós fomos comer qualquer coisa, pois não tinhamos interesse no tema... Claro que, como eu não fui, não há registo fotográfico nem do museu nem do Afonso a ter uma aula de manejamento de espadas com traje a preceito e tudo.
Nós fomos almoçar no mercado de Nishika. Como em todo o lado em Quioto, imensa gente, mas nós até nos conseguimos sentar para comer sushi e tempura.
Depois da aula de samurai, o Afonso foi comprar o Kimono e os chinelos com os quais tinha sonhado. Tudo original, em lojas japonesas, nada de fakes para turistas.


E finalizo com imagem de um bairo de Quioto by night.

Como disse no início, Quioto é uma cidade completamente diferente de Tóquio. O Xanito comentou que Tóquio parece uma cidade de trabalho (aliás, vêm-se milhares de homens vestidos de fato e gravata) e Quioto uma cidade de turismo. Sei que estou um pouco atrasada no blog, já vamos no 2º dia em Osaka e eu ainda não acabei de descrever Quioto, mas não tenho tido capacidade, estou demasiado cansada quando chego ao hotel. Tem que ser um blog com atraso....

























































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