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Kyoto 2 🎎

  • Foto do escritor: Ana
    Ana
  • 30 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

No nosso 2º dia em Quioto, voltámos a não respeitar a regra para evitar demasiados turistas (como nós) e chegámos ao Templo Fushimi Inari já a meio da manhã. Este templo, também conhecido pelo Templo dos Portões Torii caracteriza-se pelos milhares de portões Torii vermelhos que se estendem ao longo de 4 km de trilhos ao longo da encosta do Monte Inari.

Templo Fushimi Inari
Templo Fushimi Inari

Na base da montanha encontra-se o templo principal.


Templo Fushimi Inari
Templo Fushimi Inari

Demora cerca de 2 horas a percorrer todo o trilho e, digamos, não é nada fácil! São 12 000 degraus (sim, 12 mil...) e cerca de 10 000 portões (Senbon Torii) colocados de 60 em 60 cm no ínicio e mais espaçados à medida que se sobe a montanha.



Cada um destes portões vermelhos foi doado por um indivíduo ou uma empresa. As pessoas menos abastadas podem doar Senbon Toriis mais pequenos (alguns mesmo pequeninos) que estão pendurados ou pousados nos altares e templos mais pequenos ao longo do trilho. O nome do doador está inscrito na parte de trás da estrutura.




Ao longo do trilho há vários templos e altares mais pequenos, locais de paragem e descanso assim como pequenos restaurantes e cafés. Se repararem nas fotos, vêm os pequenos portões de vários tamanhos.



Claro que quanto mais subíamos menor era a densidade de turistas. Para baixo, foi mais fácil, mas no dia seguinte todos sentimos as pernas!

Como em todos os templos, há vários locais em que se pedem desejos de forma variada. Nós temos pedido desejos em todo o lado e de várias maneiras. Normalmente os desejos estão pré-definidos em listas: boa saúde, segurança no trânsito, família feliz, sucesso nos exames, sucesso nos negócios, bom parto, encontrar o parceiro perfeito, casamento feliz, segurança na fábrica… as mais variadas coisas.

Há várias formas de pedir desejos:


Ema (絵馬): pequenos pauzinhos ou placas de madeira nos quais se inscrevem os desejos e depois se penduram ou deixam num monte para serem posteriormente queimados numa fogueira. A Madalena e o Afonso copiaram o desejo deles e escreveram-no em caracteres japoneses.




Omikuji (おみくじ): folhas de papel inscritas que se tiram à sorte. Normalmente resultam em Boa Sorte, Sorte Normal e Má Sorte. No último caso, enrolam-se os papelinhos e atam-se numa espécie de estendal para anular a má sorte.




Omamori (御守/お守り): Pequenos amuletos de tecido que concedem diversos tipos de proteção e sortes.

Boa saúde para a Madalena
Boa saúde para a Madalena

Doar dinheiro (賽銭, saisen): colocam-se umas moedas em caixas de madeira ou metal em sinal de respeito e como meio de pedir um desejo. Em alguns sítios a dádiva está associada a outra atividade, como pegar numa bola de ferro e adivinhar o peso. Se pesar menos do que pensamos o desejo realiza-se.



Depois da caminhada de 2 horas, demos um passeio pelas rua de Fushimi e almoçámos num pequeno restaurante local. Era especializado em enguias grelhadas e, por momentos, pensámos que tínhamos que comer sentados no chão. Mas não, havia uma sala com mesas e cadeiras. Pelos vistos, até os japoneses preferem as cadeiras ao chão, a sala sem cadeiras estava vazia e a outra cheia. Como quase sempre, gostámos da comida, mesmo quando são coisas um pouco mais estranhas.





Fushimi
Fushimi

Do suburbio de Fushimi, saímos a caminho do Palácio Imperial de Quioto, uma vez que no de Tóquio não conseguimos entrar.

Não sabíamos que o recinto do Palácio era tão vasto (1,3 km2). Depois da caminhada a subir a montanha de manhã, mais as caminhadas intermináveis pelas estações de metro e comboio, mais uma (grande) caminhada até chegarmos ao Palácio propriamente dito!




A entrada é grátis, mas penduram-nos uns números ao pescoço que têm que estar sempre visíveis. Não percebemos bem porquê…


Palácio Imperial de Quioto
Palácio Imperial de Quioto

O Palácio Imperial data do século 8, do período Heian e já foi reconstruído várias vezes, devido a incêndios, mas a arquitetura simples e minimalista manteve-se. Foi a residência do Imperador do Japão até 1869 quando a capital se mudou para Tóquio.



É radicalmente diferente dos palácios reais europeus onde reina o luxo e a ostentação. No entanto, isso implica que não há muito para ver. Aliás nem se visita o interior dos edifícios, apenas se espreita para dentro, mas só se vê os tatamis do chão e algumas paredes decoradas. Não há móveis praticamente nenhuns.

O complexo tem vários edificíos de madeira, incluindo as residências privadas do Imperador e Imperatriz, edifícios e salas para cerimónias, audiências e residências para aristocratas e oficiais do governo.



Os jardins são lindos, com as pequenas pontes típicas dos jardins japoneses ...





Separámo-nos dos miúdos (que foram às compras) e, inacreditavelmente, perdemo-nos outra vez, desta vez na Estação de Quioto, que era onde ficava o nosso hotel... Eu e o Xanito, que nunca nos perdemos em lado nenhum! O Google Maps estava completamente baralhado, saímos para o lado errado da estação, estivemos às voltas uns bons 20 minutos, para cima e para baixo dentro de um centro comercial.

Finalmente, encontrámos indicações e lá percebemos como passar para o lado certo da estação: havia que subir umas gigantescas escadas rolantes! Vejam bem a altura do hall da estação!


O dia acabou com mais um jantar num restaurante japonês, desta vez de carnes grelhadas. Era maravilhoso, a carne deliciosa, mas ir a um restaurante com 4 jovens esfomeados em que a carne se pede a peso e está cortado em fatias quase transparentes não é lá muito amigável para a carteira... Depois de tantas caminhadas teria sido melhor um All You Can Eat! Mas não eram só eles, estávamos todos com tanta fome que nem tirámos fotos da comida propriamente dita.






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